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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ídolos de hoje e ontem.

Nessa crise 'emocional' que ronda os colorados em relação a um dos nossos ídolos , no caso o Fernandão. Coloco aqui um texto muito bonito em que um outro ídolo colorado escreveu em homenagem ao clube que respeita e admira, ele é conhecido como Falcão.
Segue abaixo:

"Aos nove anos, eu amava o Internacional e, como todo menino da minha idade, sonhava ser jogador de futebol.

Aí aconteceu um fato marcante na minha vida. Meu pai, seu Bento, me levou ao Estádio Olímpico para ver Inter x Botafogo, pela Taça Brasil de 1962. O Estádio dos Eucaliptos era modesto demais para confrontos de tamanha importância. Foi o primeiro jogo profissional que me lembro de ter assistido. Do nosso lado, Gainete, Cláudio Dani, Sapiranga, Alfeu e um centroavante revelação: Flávio Bicudo. No time carioca, monstros sagrados como Garrincha, Nilton Santos, Amarildo, Zagallo e um goleiro que seria titular da Seleção Brasileira quatro anos depois: Manga, o Manguita Fenômeno.

Nunca imaginei que naquele dia os deuses do futebol estavam escrevendo o enredo de uma fábula da qual eu seria personagem.

Dois anos depois, o destino e meu irmão Pedro me levaram para um teste na escolinha do Inter. Era uma “peneira” de mais de 300 garotos. Ao final, o técnico Jofre Funchal se dirigiu ao meu irmão e disse uma frase que marcaria para sempre a minha carreira profissional: “O alemão tá plenamente aprovado”. Mais 10 anos se passaram e o ciclo se fechou: lá estava eu dando a volta olímpica no Beira-Rio para celebrar o primeiro título brasileiro do Inter com meus companheiros. Entre eles, por uma dessas coincidências inexplicáveis da existência, Manga e Flávio Bicudo.

Meu sonho de menino estava realizado.

Claro que não foi simples assim. Ralei muito para chegar àquela decisão. Para pagar a passagem de ônibus entre Niterói, onde eu morava, e o antigo Estádio do Nacional, onde os meninos do seu Jofre treinavam, eu vendia garrafas vazias. Meu pai era motorista de caminhão, não ganhava o suficiente para pagar aquela minha despesa extra. Mas gostava tanto de futebol e do Internacional que um dia encheu o caminhão de tijolos e me levou junto até o aterro em frente ao Asilo Padre Cacique. Com muito orgulho, participamos da campanha de doação de tijolos para o novo estádio que lá estava sendo construído exatamente para que o Inter não precisasse mais pedir emprestada a casa do rival nos grandes confrontos nacionais, como naquele jogo da Taça Brasil. Anos depois, já com o Beira-Rio pronto e na condição de atleta do clube, repeti simbolicamente o gesto da doação, carregando um carrinho de areia na rampa do estádio.

Foi muito gratificante jogar e conquistar títulos no estádio que ajudei a construir.

Cada vez que recordo a minha passagem pelo Internacional, bendigo a minha sorte. Lembro dos milhares de garotos que também sonharam o mesmo sonho, sem a possibilidade de realizá-lo plenamente – para usar a palavra mágica do seu Jofre. Nestes cem anos do Inter, é justo que se homenageie aqueles que contribuíram de alguma maneira para a grandeza desde clube multicampeão e detentor de um título mundial. Mas também é importante que se reverencie os sonhos de todos aqueles que não tiveram a oportunidade de doar tijolos nem de suar a camisa vermelha, e ainda assim carregam o clube em seus corações.

Há tempo de paixão e tempo de profissionalismo.

Em 15 anos de Internacional, aprendi a transformar aquele deslumbramento infantil em meta de vida. Tive grandes mestres – Ernesto Guedes, Dino Sani, Ênio Andrade, Rubens Minelli – e tantos companheiros extraordinários que nem me atrevo a citá-los para não cometer injustiças. Com eles, tornei-me um profissional cioso de meus deveres, concentrado na minha atividade, preparado para novos desafios. Foi graças ao Internacional que pude dar a volta ao mundo atrás de uma bola, realizando-me – mais uma vez, plenamente – nesta carreira de glórias e fracassos. O Inter, três vezes campeão brasileiro, foi a minha plataforma para saltos mais ousados – a Seleção, o título italiano com a Roma e a participação inesquecível em duas Copas do Mundo.

Minha atividade atual, de comentarista esportivo, exige o distanciamento das paixões da juventude. Tenho consciência disso e procuro cumprir minhas obrigações profissionais com dignidade. Mas jamais vou negar minha história. Neste centenário que a torcida colorada celebra hoje estão incluídos os melhores anos de minha vida. Este testemunho é a minha homenagem singela ao clube que me proporcionou a oportunidade de viver esta aventura maravilhosa. Posso dizer que realmente vivi uma fábula em vermelho e branco.

Plenamente."
Fonte: Zero Hora [http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Esportes&newsID=a2465162.xml]

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Nosso número 9 é o...F....Alecsandro.

Acho que a não contratação do Fernandão tem muito haver do que houve no vestiário no ano de 2007, quando veio o Gallo e saiu o Gallo, se conforme a entrevista do Gallo ao cronista que não me lembro o nome (ta postado em algum lugar do forum) a direção um tempo depois de demitir o treinador falou para ele que 'ele tinha razão'(palavras do Gallo) e somando ao fato da saída do Fernandão e do Iarley em 2008 de forma 'esquisita'. Com certeza algo foi rompido entre Fernandão e Internacional e não é de agora. Lembrando que ele saiu do inter no ano passado num momento delicado do clube, que recém contratava um novo técnico(não vamos entrar no mérito de se ele ser bom ou mal treinador) e o time tava cabaleante.
Se o Inter e o Fernandão realmente quisessem o retorno, isso já estaria acertado a mais tempo e agente não iria precisar ouvir tantas especulações da mídia esportiva (que não sabe nada mesmo, pelo menos 98%). Se a decisão do jogador e/ou da direção foi boa um ruim, só o tempo dirá.
Disso tudo podemos tirar algumas conclusões:
1. A mídia esportiva é uma palhaçada, com pequenas ressalvas.
2. Tem alguém mentindo na história, ou todos estão mentindo, de alguma forma ou outra.
3. O inter quer 'romper com o passado e começar de novo' (algo que considero positivo).
4. Não tem 'pobrezinho' no futebol, '...uma casa me fechou as portas e bla bla bla ...' (esse tipo de comentário é pra 'jogar o arbitro contra a torcida').
5. Money!!! ou vocês acham que o Santos, Palmeiras e Inter pagariam um salário de Ronaldo "the fat" para o Fernandão ou outro atacante que estivesse nos seus trinta e poucos anos e retornando do futebol árabe?

Bom, que o colorado tome jeito e comece um novo ciclo vitorioso.
Vamo inter!

p.s: Amanhã temos mais uma taça pra guardar no armário, mesmo não valendo grande coisa é melhor ficar de posse dela.