segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Análises, teorias, conjecturas, hipóteses


Apesar das negativas de todos os envolvidos, continuam as especulações de que Guiñazú está forçando uma transferência para o São Paulo.


Não sei não, mas onde há fumaça, há fogo, e a maneira como o argentino está se comportando deixa no ar um quê de mistério, que geralmente não acaba bem.


No site do jornalista paulista Vitor Birner (http://www.blogdobirner.virgula.uol.com.br/), há uma informação de que Guiñazú teria dito a Fernando Carvalho que no Inter não jogaria mais, dada a insistência do dirigente colorado em não negociá-lo.


Por outro lado, reforço espetacular que cogitávamos ser um atacante pode realmente ser Wilson Matias, que, pelo nome, não tem nada de impactante.


Por mais que Wilson jogue, chamá-lo de espetacular não faz sentido, a não ser que tal caracterização seja uma forma de compensar uma possível baixa de Guiñazú.


É claro que a chegada de Wilson faz mais sentido como reposição de Sandro, mas a saída do volante mineiro do Beira-Rio é algo já decantado há um bom tempo.


Dessa forma, embora a reposição se dê no lugar de Sandro, o status que Fernando Carvalho está querendo dar ao jogador é o mesmo de Guiñazú. Tanto que Luigi até comparou as duas contratações.


Por fim, se estiver correta a informação de que Guiñazú não deseja mais atuar pelo Internacional, a atitude mais correta que a diretoria pode proceder está na não liberação do argentino e o seu afastamento do grupo principal durante a Libertadores, mais ou menos o que ocorreu com Elder Granja em 2006 (e todos lembram o que aconteceu com o meia/lat. direito após sua "briga" com a Diretoria).


Ao final da competição continental, o Inter poderia negociá-lo por qualquer preço, para qualquer clube, já que a idade avanada e a incompatibilidade com o clube não deixam muitas alternativas para o argentino no Beira-Rio.


Mas tudo isso não passa de meras análises, teorias, conjecturas, hipóteses baseadas em informações parciais. Esperemos pelo futuro para avaliar questões mais concretas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Espetacular.... será ?


Quem será a contratação espetacular a qual Fernando Carvalho se refere ?


Entre os principais nomes citados estão Fred, Ricardo Oliveira, Rafael Sobis e Tinga. Especulo ainda a possibilidade de ser Verón. Mas destes, qual realmente seria uma contratação espetacular, tanto do ponto de vista individual, quanto do ponto de vista coletivo.


Considerando as necessidades do time, a "centroavância" é, de fato, a posição que poderia render algo de espetacular, mas nomes como Rafael Sóbis e Ricardo Oliveira já perderam esse status (se é que já tiveram).


Caso esse jogador seja o Tinga, o tempo que se passou e sua função na equipe, retiram dele a áurea de espetacular. Trata-se de um símbolo da conquista da Libertadores-06, mas sua chegada obrigaria a saída de Guiñazú ou Giuliano do time, algo improvável atualmente. Portanto, o retorno de Tinga causaria mais problemas do que soluções ao time, por maior que seja sua qualidade. Sobreposição de jogadores nunca foi bom, nem no Real Madrid, nem no Inter.


A hipótese de ser Verón esse jogador seria algo realmente impactante. Ouvi alguns anos atrás que Fernando Carvalho chegou a cogitar sua contratação, tendo inclusive se encontrado pessoalmente com o jogador, mas o argentino recusou a proposta colorada, pois desejava retornar ao seu clube de origem, o Estudiantes.


Do ponto de vista do negócio, que sempre deve ser levado em conta na contratação de jogadores, Verón representaria um alto investimento, praticamente sem retorno financeiro. Além disso, a chegada do lateral uruguaio Bruno Silva preenche a vaga de estrangeiro deixada por Bolaños.


Portanto, a chegada de Verón somente seria possível com a saída de D´Alessandro ou Guiñazu (olha a saída de Guiñazu sendo cogitada duas vezes nesse post).


Por fim, Fred. Este sim seria um reforço de vulto para a conquista da Libertadores 2010. Um centroavante incontestável, que sabe fazer gols em todas as circustâncias e que cobriria a saída de Nilmar com vantagem, embora com atraso.


Edú e Fred formariam uma dupla de respeito, com Taison, Marquinhos e Alecsandro como opções.


Vale a pena sonhar

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A verdade sobre a verdade do imbróglio Guiñazu


Está quase chegando ao fim o imbróglio em que se meteram Guiñazu, São Paulo e Inter.


Por ser um jogador veterano, mas de forte importância para o time, os dirigentes negam vendê-lo.


Guiñazu não foi contratado com o perfil predileto dos comandantes do clube, qual seja, de jogador jovem, com bom potencial de valorização e mercado europeu ou árabe, não é portanto, um jogador de "prateleira".


Por isso, ao que tudo indica, o Argentino fica no Inter, ao menos até o final da Libertadores. Mas será que cumprirá o contrato integralmente ? Será que vai continuar sendo capitão ? Será que vai manter seu espírito guerreiro ?


Do que foi escrito no post anterior "a verdade sobre o caso Guiñazu", cabe um acréscimo apenas, mas fundamental, que trata da vontade do jogador em se transferir.


Até o dia de hoje, parecia que tratava-se apenas de uma proposta do São Paulo. Porém, a vinda do Argentino, com advogado e tudo o mais, para uma reunião com Fernando Carvalho, mostra que há um ruído grave na relação entre Guiñazu e o Inter.


Agora o cholo, que sempre lutou muito em campo, precisará se preparar mais ainda para a temporada de 2010, pois a torcida ficará atenta e cobrará qualquer desleixo do Argentino.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A verdade sobre o caso Guiñazu


A verdade, pelo menos para este que vos escreve, no bafafá entre Guiñazu, São Paulo e Inter é que o tricolor paulista tem por costume, assim como diversos outros clubes do Brasil, inclusive o próprio Internacional, bisbilhotar nos registros da CBF os contratos em vencimento.


Quando detecta um jogador interessante nessas condições, contrata um agente para "aliciar" o atleta. Foi o que fizeram, contratando esse empresário para contatar com o cholo, que como profissional aceita receber todas as propostas possíveis, o que não significa que deseje sair ou esteja insatisfeito.

Acontece que, no caso do volante colorado, havia uma "pegadinha", pois o registro do contrato na CBF estava no fim, mas o vínculo entre o Inter e o jogador duraria mais um ano e meio.


E a imprensa, através do Benjamin Beck, ao ver o documento, fez sua parte, noticiando o caso.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Uniformes


Li agora no blog do Sergio Couto de que o Internacional reprovou a nova coleção de uniformes apresentada pela Reebok.


Um dos motivos teria sido a imitação da "gola de marinheiro" que a Puma espalhou pelo mundo, inclusive na Azenha. É impressionante como os maus exemplos são mais fáceis de assimilar.


Isso remete ainda à camisa da Nigéria para a Copa de 2010. A Adidas já estava vendendo os novos Kits, quando uma autoridade da NFF (Nigerian Football Federation) vetou os mesmos, causando uma grande confusão.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O motivo maior


Os motivos que levaram a contratação de Jorge Fossati todo o mundo já sabe. O custo, a experiência internacional, o bom trabalho na LDU, a boa fluência do idioma português.

Porém, a entrevista coletiva concedida pelo técnico uruguaio, ontem, no Beira-Rio, revelou (ainda que não explicitamente) o motivo principal para a perda do título brasileiro.

A figura e o discurso de Fossati dão indícios de que a saída de Nilmar foi, sem dúvida, importante para a perda do Campeonato, mas a principal razão para tanto não está na venda do ex-atacante colorado.

O motivo maior causador desse vice campeonato e, por conseqüência, da contratação de Fossati, está na perda de foco do grupo, causada por tantos conflitos que estouraram no vestiário durante o ano todo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Coincidências.......


O ano é de copa, o Inter se classificou para a Libertadores em segundo lugar e o Boca está fora.


Essas são algumas coincidências entre o ano mágico de 2006 e o de 2010..... que esperamos que seja igualmente mágico.


Agora outras coincidências:


O Inter contrata um técnico sob a desconfiança de boa parte da torcida, assim como fez ao trazer Abelão em 2006.


E, principalmente, o "oclão escuro" do Fossati no seu desembarque hoje de manhã remeteu imediatamente à imagem de Abel Braga quando de sua chegada há quatro anos atrás....

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

1/5


E se confirmou a vinda de Fossati para o Beira-Rio.


Pagando aproximadamente 1/5 do que se pagaria a Luxemburgo ou Muricy e considerando-se que 2009 foi pródigo em mostrar que o trabalho de um treinador é sempre uma aposta, a escolha é válida.


Talvez com essa economia, sobre mais para contratar bons jogadores, pois são eles que resolvem.

Os professores e os preconceitos


A falta de opções no mercado brasileiro de treinadores torna possível a vinda de Jorge Fossati para o Beira-Rio.

Quais seriam as outras opções ? Cuca não tem o perfil. Dorival Júnior está quase acertado com o Santos. Muricy tem contrato com o Palmeiras. Luxa vai pro Galo Mineiro. Abel está nos Emirados.....

Não existem opções e Fossati parece ser realmente a melhor (e mais barata) alternativa. Mas paira no ar uma forte desconfiança da torcida e da opinião pública em geral. Porquê ?

Porque Fossati é uruguaio e não fala português afirmariam alguns incautos. Mas eis que este morou no Brasil enquanto defendia Avaí e Coritiba e aprendeu nosso idioma. Mas também, entre falar Português, Espanhol e Portunhol, vamos combinar que não há grandes diferenças.

Outros lembrarão que dificilmente um treinador estrangeiro dá certo no futebol brasileiro. E realmente, está aí algo difícil de encontrar. Mas da mesma maneira, é difícil encontrar um treinador estrangeiro com algum renome que tenha trabalhado no Brasil.

Nos últimos vinte anos, os casos mais notórios são os de Passarella no Corinthians, Rojas no São Paulo, Pedro Rocha e Figueroa no Inter. Desses, o mais conhecido era Passarella, porém muito mais pelo que jogou do que pelo que treinou. Rojas e Figueroa eram ex-atletas identificados em seus clubes que assumiram seus cargos de maneira interina, à la Andrade, e desempenharam papel razoável.

Porém, o caso mais presente na mente colorada, e que talvez seja a causa de tanto temor, é o de Pedro Rocha. O ex-craque uruguaio chegou ao Inter em meados da década de 1990 e já na primeira entrevista mostrou seu despreparo ao chamar o Colorado de "a Inter", como se se referisse à Inter de Limeira (ou de Milão).

Além disso, Pedro Rocha vinha sem experiências em grandes clubes ou Seleções. Seu currículo era farto em equipes do interior de São Paulo, sendo o mais marcante o Mogi Mirim.

A questão tática também contribuiu para o fracasso de Rocha no Inter, pois o Uruguaio não abria mão do 3-5-2, crente de que conseguiria implantar o "Carrocel Caipira" no Colorado.

Por fim, é bom lembrar da bagunça em que se encontrava o clube naquela ocasião. É bem possível que nem mesmo Beckenbauer ou Alex Fergusson dessem jeito naquele time.

Fossati tem mais experiência e parece mais preparado que Figueroa, Rocha, Rojas e Passarella. Todavia, sempre existirá um certo preconceito da grande massa de torcedores, que não prestam muito atenção nos nomes dos técnicos de fora e que, certamente estranharão um gringo por aqui.

Porém, é bom lembrar de que Abel Braga veio em 2006 sob forte desconfiança geral e atingiu os objetivos do Clube naquela ocasião.

Portanto, mais importante do que a cor do passaporte do sujeito, seu idioma ou o preconceito que torcida tem, é a convicção dos homens do futebol.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Carta ao Papai Noel


Querido Papai Noel,


Esse ano eu me comportei muito bem, até torci por um velho inimigo semana passada e para provar que acredito no senhor, cheguei a ter esperanças de que eles ao menos empatassem.... não deu, paciência !


Mas meu querido Santa, escrevo-lhe esta singela cartinha por entender que mereço fazer alguns pedidos de Natal. Coisas simples, nada que o senhor já não tenha me dado.


Para começar, gostaria de pedir um técnico para meu time, um treinador cujos jogadores respeitem. Um professor que seja vencedor e se identifique comigo, que entenda de tática, de técnica e de motivação. Que saiba escalar e fazer as substituições com correção.


Também queria ver se o senhor poderia me dar um meia que saiba driblar, passar, lançar, chutar, virar o jogo, cobrar faltas e escanteios e ainda cadenciar a equipe. Tenho um assim, mas gostaria de algo mais completo, que dure a partida inteira, desde o começo.


Ah.... seria bom se eu pudesse ganhar ainda um centroavante que fique na área e faça gols com regularidade. Esse que eu tenho está meio desgastado, até faz gols, mas perde muitos também. E tem uma péssima mania de fazer balõezinhos no meio de campo.


Ah, meu bom velhinho, um lateral direito de verdade é muito importante para mim. Passei o ano inteiro sem unzinho sequer e fez muita falta.


Se o senhor me der esses presentinhos acho que eu faço o resto e ganho a Libertadores em 2010 !


Obrigado Papai Noel !


S. C. Internacional

A melhor notícia da noite


Parece que Luxemburgo não vem mais para o Inter. Tratando-se do Luxemburgo atual, parece ser uma boa notícia para o colorado, a despeito da escassez de opções de técnicos no mercado.


Mas a melhor notícia para o Inter parece ser mesmo a eliminação da LDU, que ao perder para o Emelec, está fora da próxima Libertadores e portanto, fora do grupo do Inter.


Agora já está mais definido o grupo colorado no torneio continental, com Cerro do Uruguai, Deportivo Quito, do Equador e o vencedor entre Banfield-ARG e Emelec-EQU. Além da questão técnica, a eliminação da LDU isenta o Inter de encarar a altitude de Quito duas vezes na fase de grupos.


Engraçado o contra-senso que as equipes do Equador representam no continente sul-americano, pois nós só tememos a LDU em nível continental, mas se eles perderam a vaga para o Emelec e para o Deportivo, deve ser porque estes times são melhores, mas não confirmam essa superioridade no âmbito continental.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A metade cheia do copo


Enfim, acabou mais um Campeonato Brasileiro e o Internacional chegou novamente em segundo lugar.


A torcida em geral está bastante frustrada com esse resultado mas se observarmos que, em cinco anos, o nosso Colorado foi três vezes vice-campeão brasileiro, vice-campeão da Copa do Brasil, campeão da Libertadores, do Mundial, da Recopa e da Sul-Americana, concluímos que o clube está firmado entre as maiores potências do país.


Há ainda uma forte corrente da torcida e da opinião pública que responsabiliza a política de vendas de jogadores pela perda desse título, mas quando se olha para os lados, nossos pares dão exemplos de que a manutenção de grandes jogadores no elenco não é garantia de títulos, a não ser títulos de dívida.


Vejamos nosso tradicional co-irmão. Não se pode dizer que não houve investimento dos gremistas no departamento de futebol. Mesmo com as finanças seriamente debilitadas, os tricolores tirararam a mão do bolso e investiram forte em Paulo Autuori, Rochemback, Maxi Lopez e outros menos votados. Sem Libertadores e com uma dívida alta, o Grêmio terá cada ano mais dificuldades se mantiver investimento alto sem resultados (que continue !).


Palmeiras e Atlético-MG são exemplos ainda mais evidentes. O Palestra Itália achou que investindo meio milhão por mês em Muricy Ramalho, não vendendo nenhum jogador do seu grupo e ainda trazendo Vagner Love por mais meio milhão mensais, ganharia o título. Nem Libertadores pegou e agora, quem vai pagar a conta ? E o presidente ainda é economista !


O Atlético-MG também foi seduzido pelo canto da sereia. Ao ver a possibilidade de título, trouxe Ricardinho, Correia e Renteria e também nem Libertadores veio. O Galo se endividou ainda mais do que já estava e, com isso, apenas piora as condições de montar um grupo competitivo em 2010.


Fazendo um exercício de imaginação, tentemos reconstituir o passado recente, com Nilmar e Magrão no grupo do Inter. O colorado poderia ter se sagrado campeão brasileiro, mas para o ano de 2010, o Internacional se ressentiria desses dois atletas que sairiam em julho, de graça.


Caso isso acontecesse, o Inter teria que cobrir os investidores lesados nessas operações e por isso, não teria recursos para investir em substitutos e outros reforços.


Portanto, mesmo sem o título, o Inter está entre os mais vencedores clubes brasileiros da década e ainda possuí uma administração financeira saudável, que proporciona a continuidade desse crescimento. Apenas Cruzeiro e São Paulo estão no mesmo patamar do Inter nesse momento.


Isso é olhar para a metade cheia do copo. É ter a certeza de que nosso clube estará disputando títulos todos os anos e que, assim como em 2009 não deu, no futuro dará. Mas só dará se o Inter se mantiver permanentemente na disputa.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Chama o Tuta


O centroavante Tuta, que inclusive já jogou pelo Grêmio, deveria ser escalado pelo tricolor gaúcho nesse derradeiro jogo contra o Flamengo.


Explico: Certa vez, quando Tuta jogava pelo Venezia, seu time apenas empatava um jogo contra o Perugia, se não me engano. Eis que Tuta não se faz de rogado e marca o gol da vitória. Porém, seus companheiros de equipe não gostaram nem um pouco de seu engajamento, pois o jogo estava "na gaveta", como se diz.


Com seu gol, o centroavante brasileiro acabou com a armação entre as duas equipes.


Bem que Tuta poderia jogar no Maracanã.....

Venda Casada


Surge uma notícia (ou seria mera especulação ?) de que Sandro poderia se despedir do Internacional no jogo contra o Santo André, já que sua venda para o Tottenham estaria acertada.


Até aí, nenhuma novidade. O ineditismo da notícia está no fato de os ingleses estarem interessados também em D´Alessandro.


Fico aqui imaginando como se deu a negociação do colorado com os Spurs, mais ou menos assim: "Olha, vocês querem o Sandro, a gente não libera antes da Libertadores e custa X. Mas, se vocês levarem o D´Alessandro junto, podemos negociar um desconto e até mesmo uma antecipação da liberação".


Ou seja, no melhor estilo Inbev, o Inter está praticando uma bela venda casada.


Mas na opinião deste humilde torcedor colorado, seria um grande negócio para o Inter abrir mão de Sandro seis meses antes do previsto simplesmente para conseguir desovar D´Alessandro em algum lugar e se livrar do argentino.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A fórmula


Muito tem se discutido sobre a atual fórmula de pontos corridos adotada pelo Campeonato Brasileiro, assim como pelos principais campeonatos nacionais ao redor do mundo.


Com a patética atuação do Corinthians na rodada passada e com a iminente derrota do Grêmio no próximo domingo, elevaram-se as vozes daqueles que acreditam que está na fórmula o problema para tais ocorrências.


Muitos defendem a volta do formulismo, apagando da memória a temporada 1996, quando o Grêmio tirou o Inter da disputa ao perder deliberadamente para o Goiás em pleno Estádio Olímpico.


Outros tantos defendem que o título se decida entre o campeão do primeiro turno (que nesse ano seria o Inter) contra o campeão do segundo turno (que provavelmente será o Cruzeiro). Como se vê, nessa situação, o verdadeiro melhor time, aquele que somou mais pontos no ano todo (já considerando uma vitória flamenguista nessa última rodada), o Flamengo, estaria fora da disputa.


Quanto à questão dos resultados e interesses paralelos, lembremos que o Grêmio poderia ter "entregado" (termo muito em voga nos dias de hoje) o jogo contra o Palmeiras no primeiro turno e, assim, prejudicado o Inter que terminou a primeira metade da competição na liderança, mas com o mesmo número de pontos dos alvi-verdes.

A fórmula de pontos corridos mantém-se, portanto, como a alternativa mais justa. Algo como o capitalismo: não é perfeito, mas não inventaram nada melhor ainda.

Talvez um melhoramento possível seja a colocação de clássicos regionais para as últimas rodadas dos turnos, como publicou em seu blog o jornalista Juca Kfouri.

Nesse caso, imaginem quão emocionante seria essa final de campeonato se o Inter dependesse de uma vitória sua no Gre-nal do Beira-Rio combinado a um empate do Flamengo com o Fluminense no Maracanã, enquanto São Paulo e Palmeiras decidiriam uma vaga na Libertadores e até mesmo a possibilidade de título em um confronto direto no Morumbi.

Memória Seletiva


O grande capitão sem taça do Grêmio, Tcheco, foi muito esperto ao tentar vincular o jogo do Grêmio com o Flamengo à derrota colorada frente ao São Paulo, no ano passado.


Fazendo isso, comparou maça com banana e disse que é tudo a mesma coisa.


Acontece que, a única semelhança entre os dois casos é a ruindade dos dois times em questão: o Inter de 2008 e o Grêmio de 2009. Pois, assim como os tricolores nesse ano, nós colorados não vencíamos sequer o Ipatinga longe de Porto Alegre e não seria contra o poderoso São Paulo que conseguiríamos algo diferente.


Vale lembrar, no entanto, que na época em que aconteceu o jogo do Morumbi, o Inter estava vivíssimo na Copa Sul-Americana e, por motivos óbvios, poupou alguns titulares para um jogo decisivo com o Boca Juniors, argumento que o Grêmio atual não possuí.


Por isso que a memória coletiva dos gremistas, assumidos e disfarçados, faz questão de omitir o caso de 1996, quando o Grêmio entregou o último jogo da fase de classificação para o Goiás, o que, combinado com a derrota do Inter para o Bragantino, resultou na precoce eliminação do colorado daquela edição do Campeonato Brasileiro.


E justamente naquela edição, o Grêmio sagrou-se campeão, vencendo inclusive esse mesmo Goiás, duas vezes, nas semi-finais.


Aquela derrota deliberada dos gremistas ficou ainda mais evidente quando o famoso aviãozinho sobrevoou Porto Alegre logo após os jogos com a frase: "Eles estão fora !".


Portanto, é o Grêmio que se especializou em entregar jogos visando exclusivamente prejudicar seu mais tradicional adversário e não o contrário.


Mas um clube só pode prejudicar um outro clube, se este último não se ajudar. A memória seletiva colorada não deve omitir que esse ano, o Inter perdeu 7 pontos no Beira-Rio para Botafogo, Atlético-PR e Vitória.


De maneira análoga, o Grêmio de 2008 tinha 11 pontos de vantagem sobre o São Paulo ao final da primeira rodada do segundo turno. Ora, o jogo do Inter contra o tricolores paulistas valeu os mesmos 3 pontos de todos os outros jogos e não 11.


Por fim, o Inter treinado por Figueroa em 1996, não deve nunca queixar-se da derrota sem-vergonha do Grêmio quando o próprio Inter perdeu para um Bragantino rebaixado, desmontado e desmotivado.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Bobagens

Duas 'novelas' serão discutidas essa semana pela 'imprensa' esportiva:
  1. Se o Grêmio vai entregar ou não o jogo?
  2. O campeonato dos pontos corridos permite esse 'tipo de manipulação'?
Primeiro, se o Grêmio vai entregar ou não, não tem como saber a não ser que seja algo muito descarado, o que dúvido muito. Mas não vai fazer muita força, pois já não tem nada ha fazer no campeonato e não quer ver o rival campeão. Normal.

Segundo, há jornalistas defendendo a volta do formulismo para o campeonato, argumentando que naquele tipo de campeonato não há como haver esse tipo de 'manipulação', o que é mentira. Pois na fase classificatória pode ocorrer a mesma coisa, para facilitação de resultados.

Enfim, a questão não é o o tipo de campeonato, são as pessoas o problema, a falta de ética e transparência do futebol brasileiro. São muitos interesses em jogo, muitra grana e a maioria está se lixando para o jogo propriamente dito.

O futebol, é apenas mais um reflexo dos problemas do Brasil, cada um por sí e o resto é resto.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma nova esperança


Pois é, depois dessa loucura toda da última rodada, eis que surge uma 'nova esperança' para a torcida colorada, o que parecia impossível, torna-se bem tangível.

Porém há muitas variáveis no jogo, para que a esperança torne-se certeza (ou quase certeza) de um título a tanto tempo almejado. O irônico é que o destino do colorado se passa por 3 jogos, com 3 colorados envolvidos!

Primeiro: o próprio Inter, que deve espantar seus fantasmas e não tentar ressucitar um morto-morto!

Segundo: Iarley e Fernandão, colorados (mesmo que o F9 fique magoado no fundo ele é colorado), 'mataram os bambis' (frase da semana) como fizeram em 2006...o R.Ceni vai soltar a bola de novo!! :)

Terceiro: o cria da casa Mano(é colorado, mesmo que os gremistas contestem isso), com seu Curintiãs, vai jogar pelo Inter, o Gordo que deixou o Indio para trás no meio do ano, agora vai deixar o Alvaro(ex-colorado) procurando por ele.

Nesse campeonato onde tudo acontece é mais provável que o improvável venha a contecer!



quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Extra ! Extra ! Barça conseguiu vencer Inter....de Milão


Depois de tentar três vezes vencer Inter (no Torneio Joan Gamper, no Mundial de futsal e no Mundial de Clubes), o Braça enfim atingiu seu objetivo.


Para tanto, precisou enfrentar a Inter de Milão...hehehehe

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O que eles estavam fazendo lá ?


Assisto o noticiário esportivo de segunda-feira, após a grande vitória do Inter no Mineirão e vejo imagens da torcida do Inter recepcionando os jogadores no Aeroporto.



A mesma torcida que não foi recepcioná-los após o empate com o Barueri.



O que mudou entre o jogo do interior paulista e a partida contra o Atlético ?



É o mesmo time, com a mesma "vontade de ganhar", mas que dessa vez conseguiu vencer.



Portanto, é um tanto hipócrita da parte desses torcedores, se deslocarem até o aeroporto "babar ovo" dos jogadores quando vencem e "jogar ovos" se perderem.



Emblemática é a cena de Lauro, se esquivando, de cara fechada, de um chato pedindo seu autógrafo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sobre Belluzzo


De Caio Maia, do site trivela.com, sobre as declarações do presidente do Palmeiras. Perfeito !


"É vigarista, safado e crápula. Se eu encontrá-lo na rua, dou uns tapas no vagabundo". São as palavras do dirigente mais diferenciado do futebol brasileiro, Luiz Gonzaga Belluzzo.
Um desavisado poderia pensar que o professor está a falar sobre Sarney, com quem trabalhou. Ou Quércia, de quem foi secretário e pessoa bastante próxima. De Lula ou de Serra, ambos seus amigos. Poderia se pensar também que se refere ao cara que o convenceu a contratar Muricy Ramalho.
Mas não, ele se refere ao juiz do jogo do Palmeiras. Que é ruim, como tantos outros são, inclusive o juiz que não expulsou o Danilo no jogo contra o Corinthians e, com isso, presenteou o Palmeiras com um ponto. E que não ouviu impropérios parecidos do professor.
Cada um escolhe os vigaristas que lhe convêm, não é mesmo?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Time das falhas e das desculpas...


O Inter segue a sua sina de 2009...

Sempre a mesma história:
- uma hora a falha é na zaga...
- outra o ataque não funciona...
- depois é o meio de campo que não vai bem...
- o goleiro que falha...
- o treinador que não tem o grupo 'na mão'...
- o treinador que não quer ser treinador...
- o planejamento...o que não existe...
- jogador convocado...
- jogador vendido...
- ou é o juiz....

é sempre a mesma história...'jogamos bem', mas ....
'jogamos mal', mas...

é sempre um 'MAS'...uma desculpa...um PACTO...nada se justifica ou tudo se justifica?

O Inter é um barco sem comandante...onde os marinheiros tentam fazer alguma coisa de forma desordenada e sem convicção....e é o que vemos em campo...time sem convicção...sem gana...do tipo se 'ganhar ganhou' senão 'tudo bem'... outra hora agente tenta de novo...temos um time sem personalidade nenhuma...uma direção que gosta de falar falar falar...e vender vender vender.
Ahh...mas tem o show da Ivete e cia. :-\
2010 será igual ? Grandes chances que sim. :(

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Hora das Avaliações VI - Atacantes


Alan Kardec: Chegou tarde esse ano, mas é um competente centroavante. Se derem condições, brigará pela titularidade. Infelizmente, o empréstimo com o Vasco se encerra antes da metade do ano que vem.

Alecsandro: Quando era reserva de Nilmar, cumpria bem suas obrigações. Ao se tornar titular, mostrou que não está no nível que a posição exige. Boa alternativa, mas se for para mantê-lo titular, que se livrem dele.

Bolaños: Não mostrou nada em Santos nem em Porto Alegre. Mal escalado, na LDU jogava nos lados do meio-campo, aqui é atacante. Além disso, não mostra desenvoltura para se firmar. Espero que o Sonda encontre logo um lugar para desovar esse investimento.

Edu: Será titular e ídolo em 2010, com a melhor preparação proporcionada pela pré-temporada.

Léo: Grande promessa. Vamos ver.

Marquinhos: Grandessíssima promessa. Vamos ver como se comporta ao deixar de ser promessa e virar realidade.

Taison: Está perdendo a oportunidade que parecia ter agarrado esse ano. Espero que não seja somente “craque do Gauchão” e vá mais longe em 2010.

Talles Cunha: Grande promessa, mas o tempo passa e ele não recebe as oportunidades (ou não as aproveita). Marquinhos e Léo parecem estar na frente dele no momento. Talvez seja bom que adquira experiência em outro clube com um empréstimo.

Walter: 2010 é o ano de Walter, vamos ver se ele aproveita.

Guto (Emprestado ao Náutico): Guto parecia um centroavante de carteirinha que poderia ter bom aproveitamente no Beira-Rio. No entanto, desde que apareceu nada aconteceu. Emprestado ao Náutico, de novo nada aconteceu. Deve ser novamente emprestado ou negociado definitivamente.

Luiz Carlos (Encostado): Não se entende o que Luiz Carlos veio fazer no Beira-Rio. Está na lista dos piores negócios da década. Deve ser emprestado.

Leandrão (Emprestado ao Vitória-BA): Após a estúpida expulsão ocorrida na final da Copa do Brasil, perdeu o pouco da confiança que mantinha com a torcida. Deve ser novamente emprestado ou negociado em definitivo.

Resumo da Posição: Descartando Guto, Luiz Carlos e Leandrão, que não estão nos planos do Inter, o elenco de atacantes colorados tem uma boa mescla entre jovens valores e jogadores experientes e também de variações de estilos de jogo. Como bem disse Fernando Carvalho, o investimento em atacantes não deve ser uma necessidade para 2010.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hora das Avaliações V - Meias


D'Alessandro: Não marca, não cria, não lança, não faz gols de falta, não cruza perfeitamente nos escanteios nem nas faltas próximas da área. Em alguns grenais e em jogos contra Náuticos e outros menos votados, faz gols e aplica dribles desconcertantes e cai nas graças da ala “Kenny Braga” da torcida. Mas na hora que o bicho pega, o argentino não rende o esperado. Seria ótimo se o Inter conseguisse negociá-lo.


Andrezinho: Tem a bola parada que todos esperavam de D´Alessandro. Tem os lançamentos que todos esperavam do Argentino. Mas parece-lhe faltar algo para vestir a camisa 10 do Inter. Apesar disso, todo mundo sabe que Andrezinho pode produzir um futebol nota 6 e dificilmente ele sobe ou baixa essa média, e por isso, constitui-se em um bom meia para nível de grupo. Seria interessante mantê-lo.


Giuliano: Melhor jogador da meia cancha do Inter, deveria ser o titular indiscutível para a função de D´Alessandro. Infelizmente, o carteiraço do vestiário impede que isso aconteça e quando ocorrer, logo será vendido.


Marinho: Meia no estilo “Carlinhos Bala”, dificilmente terá futuro no Beira-Rio. Até hoje é difícil entender essa contratação. Seria bom emprestá-lo para testar sua real capacidade.


Wagner Libano: Jovem no qual muito se aposta, deve ter mais oportunidades em 2010. Cabe observar.


Tiago Humberto (Barueri – especulação): No Barueri está jogando muito. Será que faria o mesmo com a camisa do Inter ?


Resumo da Posição: Com a decepção de D´Alessandro, Giuliano e Andrezinho deveriam ser os titulares. Mas Andrezinho também não parece merecer a titularidade, deixando uma vaga aberta na parte de criação do meio de campo. Thiago Humberto talvez corresponda, mas é uma aposta, assim como Wagner Libano. Marinho não disse a que veio.

Hora das avaliações IV - Volantes


Glaydson: Começou bem, mas não teve continuidade. Nunca comprometeu. Bom nome para compor elenco em 2010.

Guiñazu: Maior ídolo colorado, tem na disposição a maior virtude. Por isso, quando o time está mal, corre muito e acaba atrapalhando mais do que ajudando. Ainda assim, por tudo que representa, é certo que deve ficar.

Maycon: Nunca conseguiu superar a desconfiança geral. Ao contrário de Edinho, que nessa mesma fase da carreira se impôs às críticas e se tornou um líder, Maycon segue o eterno reserva ex-júnior. Deve ser negociado.

Sandro: Grande talento do meio campo colorado, tem uma vocação ofensiva que desestrutura e compromete o sistema defensivo do time. Por tudo o que promete e conhecendo a direção, deve ser vendido no ano que vem. Talvez seja até bom para o time.

Derley (Emprestado ao Náutico): Difícil avaliar um jogador emprestado ao Náutico. De longe, parece que Derley ganhou bastante experiência e confiança nesse período em Recife. Lembro que Abel Braga apostava muito nele. No entanto, custo a acreditar que o jogador esteja no nível exigido pelo Inter. Cabe uma análise mais apurada durante o Gauchão.

Sandro Silva (Palmeiras, negociação especulada): Quando Muricy assumiu o Palmeiras, especulou-se que o Inter poderia contratar Sandro Silva, que não vinha sendo aproveitado pelo Alvi-verde. O jogador continuou sem ser aproveitado, mesmo com a lesão de Pierre, mas Muricy, sabiamente, não o liberou para o colorado. Ainda que se conteste a qualidade do jogador, seria muito útil se realmente viesse.


Resumo da Posição: Mesmo que Sandro fique, o Internacional precisará se reforçar urgentemente nessa função. Há a necessidade de um bom primeiro volante e de, pelo menos, mais um ou dois jogadores para o grupo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Hora das avaliações III - Laterais



Segue agora, a avaliação das laterais do Internacional em 2009 para 2010:


Arilton: Veio do Coritiba como promessa, mas desapareceu com o tempo. Deveria ser dispensado ou emprestado para ganhar experiência e ser testado.

Daniel: Subiu das categorias de base, foi emprestado ao Caxias, onde fez bom papel. Teve ascenção meteórica na reta final do Campeonato Brasileiro, mas a despeito de mostrar personalidade, carece de melhor acabamento dos fundamentos. Poderia cumprir mais um período de estágios em um outro clube em 2010.

Danilo: Zagueiro que se transformou em lateral, Danilo merece um pouco mais de tempo no grupo para ver se pega o jeito. Mais seis meses em nível de grupo seriam valiosos para avaliar as reais capacidades do jogador.

Kléber: O jogador veio com status de selecionável, mas não mostrou o aguerrimento que a torcida esperava. Ainda assim, é um oasis de qualidade nessa posição e, sempre que desfalcou o time mostrou a falta que faz. Seria ótimo se ficasse.

Marcelo Cordeiro: Veio para o Inter por ter marcado um gol de bicicleta no Grêmio. É inadimissível, mas parece que isso ainda acontece. Claro que Marcelo Cordeiro fez um bom 2008 com o Vitória-BA, mas ao vir para o Inter mostrou-se incapaz de corresponder às expectativas. Fraco na marcação e ineficiente no apoio, Cordeiro não consegue fazer sombra a Kléber.

Ramon (Emprestado ao Vasco): Dado o ótimo ano de Ramon pelo Vasco, talvez fizesse mais sombra a Kléber do que o atual reserva. Seria de bom se o Inter pudesse contar com o jogador para o ano de 2010, mas o lateral provavelmente ficará no clube carioca.


Resumo da posição: O futebol de hoje exige que se aproveite bem todos os espaços do campo. Não se admite que um grupo caro como o do Internacional tenha apenas uma afirmação em quatro vagas para as laterais direita e esquerda. Passa por aqui uma das razões do fracasso de 2009, sem dúvida, e para 2010 urge a contratação de um nome afirmado na direita e uma boa sombra para Kléber (se ficar) na equerda.

Hora das avaliações II - Zagueiros


Seguindo as avaliações de final de ano, os zagueiros do grupo colorado serão examinados:


Bolívar: Lateral de origem, Bolívar se desgastou muito com sua utilização naquela posição. Quando voltou para a zaga, o time já estava desarrumado. Deve ser de boa valia para 2010.

Danny Morais: Entrou na fogueira contra o Corinthians na final da Copa do Brasil e, quem vai pra fogueira se queima. Foi o que aconteceu. Com uma zaga desprotegida e companheiros em crise técnica, o jovem defensor colorado errou muito e perdeu espaço no grupo. Torço para que volte a ter oportunidades e recupere a confiança, pois se trata de um jovem valor que não deve ser desprezado.

Fabiano Eller: Zagueiro com boa saída de jogo, mas fraco fisicamente e de parca atuação na bola aérea, tem o ano de 2006 como cúmplice para sua titularidade atual. Deve ser mantido para compor o grupo de zageiros para 2010.

Índio: Zagueiro símbolo do Inter vencedor da metade deste século, apresenta-se em decadência há, no mínimo, dois anos. Muitos esquecem que Índio não era titular da zaga na campanha da Libertadores. O Inter faria bem se buscasse um substituto nessa posição.


Sorondo: Contratado por ter jogado bem contra o Grêmio. Assim pode se resumir a vinda do Uruguaio para o Beira Rio. As seguidas lesões colocam em dúvida sua capacidade de manter-se em alto nível. O Internacional deveria se preparar para uma possível reposição para essa vaga.


Titi (Emprestado ao Vasco): Zagueiro de pouca técnica e muita força, não se firmou no Vasco pela Série B, o que dificilmente o credencia a um lugar no grupo do Inter. Deve ser negociado.

Resumo da Posição: A falta de proteção à defesa foi queimado um a um dos zagueiros colorados. Passados dez meses do ano, todos as combinações já foram testadas e não houve uma sequer que agradasse. De grandes xerifes, os defensores colorados foram perdendo a pose na mesma medida que o time perdia pontos. Mas futebol é um esporte coletivo e todos os setores do campo são como vasos comunicantes, interdependentes. Nesse sentido, alguns zagueiros ainda podem render bem em um time melhor arrumado, enquanto outros mostram o poder do tempo sobre o físico de um atleta profissional. Para 2010 faz-se necessária a contratação de mais um ou dois jogadores para essa função, a depender das atuações de Sorondo.


Em breve, análise das laterais do Inter

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hora das avaliações I - Goleiros


Chegamos em novembro fora do G-4 e correndo sérios riscos de permanecer assim até o final do campeonato.


O ano não acabou, mas o que se viu até aqui já serve para iniciarmos uma avaliação do grupo de jogadores, dos emprestados e das possíveis novas contratações para a temporada 2010, sempre esperando que a mágica da vitória reapareça.


Nessa primeira parte serão avaliados os goleiros do Inter para a temporada do ano que vem, depois virão as análises dos zagueiros, das laterais, dos volantes, dos meias e, por fim, dos atacantes.


A comissão técnica não vai ficar e, por isso, por sua natureza "tampão", não será avaliada.


Segue a análise dos goleiros:

Agenor: Goleiro proveniente dos juniores. Não se sabe muito ainda sobre sua capacidade.

Clemer: Veterano, deve se aposentar ao final dessa temporada. Se o Internacional quiser mantê-lo no clube, deve colocá-lo em algum cargo diretivo, é inadmissível que se pague salários a um jogador pelo que se fez há quatro anos atrás.

Lauro: Atual titular do Internacional, é um jogador regular, mas que mostra-se abaixo das expectativas do clube, deveria ser negociado ou tornar-se reserva.

Michel Alves: No momento ocupa a reserva de Lauro. Considerado por muitos até mesmo melhor que o titular, comprometeu em alguns jogos que entrou e deixou certa desconfiança no ar.

Muriel (Atualmente emprestado à Portuguesa): Parece que está fazendo um bom papel na Portuguesa. Talvez seja este o nome para a posição. Mas pode ser cedo ainda.

Renan (Xerez - contratação especulada): Poucas vezes mostrou o que se esperava dele. Ainda assim conseguiu uma transferência para o Valência. Será que vale o custo de uma repatriação ?

Resumo da posição: Não existe no Beira-Rio um jogador indiscutível para a titularidade da meta alvi-rubra. Apostar em Muriel ou Agenor talvez seja arriscado. Outra alternativa é dar a titularidade desde o começo do ano para Michel Alves, o que não se sabe se será satisfatório. No mercado, especula-se Renan, o que também não convence.


Em breve, a análise dos zagueiros.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

D´Alessandro reedita o pior do Inter dos últimos 20 anos


As atuações de D´Alessandro esse ano comprovam a reedição das piores contratações do Internacional dos últimos 20 anos.

Entre um grenal e outro, vamos nos enganando com o habilidoso meia, mas a verdade é que sua inconstância faz lembrar outros jogadores muito festejados por torcida e dirigentes mas que não traziam resultados efetivos.

Somente lembrando algumas contratações do final da década de 1990 ao início dos anos 2000: Paulinho Criciúma, Bobô, Mazinho Oliveira (do Bayer), João Santos, Letelier, Goycochea, Silas, Arílson, Paulo Isidoro, Leto, Válber....

Seja por motivos disciplinares ou por questões táticas, físicas e técnicas, o fato é que esses jogadores vieram com grande destaque da mídia, com alto grau de esperança da torcida e forte investimento do clube, mas não confirmaram tudo isso em campo, levando o Internacional a resultados pífios nesse período.

Não interessa se D´Alessandro cheira bem ou mal, se gosta de dar entrevistas ou se corta o cabelo ou não, isso tudo é muito bom de saber quando um jogador corresponde a exigência que se deposita no mesmo.

E D´Alessandro mostra-se instável em excesso, jogando bem alguns clássicos e outros jogos contra equipes fracas, engana boa parte da torcida que sempre acredita que ele repetirá os lances de efeito em jogos importantes, o que não aconteceu ainda em um ano inteiro de Inter.

A culpa não é de D´Alessandro, como não era de Paulinho Criciúma ou de Arílson, mas de quem os trouxe. Principalmente pelo preço que os trouxeram.

Vitória da qualidade


Venceu o melhor time, mesmo que o Internacional tenha jogado bem.


Venceu o clube com melhor elenco, com centroavante, com zagueiros, com efetividade.


O Internacional, dependendo de Alecsandro e Taison no ataque, não poderia merecer sorte melhor.


D´Alessandro voltou a mostrar seu "futebol eletrocardiograma" e por muito menos, outros sem o mesmo cartaz, já foram defenestrados do Beira-Rio. Porque então D´Ale é considerado por muitos um ídolo colorado ?


Que os dirigentes, a comissão técnica e os jogadores mantenham-se motivados para o título, pois somente assim teremos alguma chance de alcançar a Libertadores.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Luxemburgo x Silas


Essa semana, de Gre-nal (estranho, né ?) , noticiou-se primeiro que o Inter estaria se acertando com Silas, técnico do Avaí, depois de que estaria fechado com Luxemburgo, do Santos.


A despeito de tais notícias servirem apenas para desviar o foco do clube e da torcida, dada a semana tão decisiva, é sempre legal ficar especulando essas maluquices do mercado do futebol.


Eis que, para o Internacional, ao meu ver, o nome de Silas seja mais interessante do que o de Luxemburgo, pois o primeiro parece estar formando uma carreira parecida com a de Muricy pré-Inter (muitas coincidências, formado no São Paulo, pupilo de Telê, treinador de sucesso em Santa Catarina.....).


Já Luxemburgo, apesar de seu imenso currículo, parece estar em decadência e seria muito mais caro do que Silas.


De positivo para o atual treinador do Santos seria uma possível gana deste para vencer enfim a Libertadores, contando que estaremos lá.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Especial Gre-nal II - Uma versão brasileira da Old Firm



A old firm, o clássico escocês entre Celtic e Rangers, é o maior do mundo, sem dúvida, pois extrapola as questões futebolísticas para temas mais sérios como nacionalismo e sectarismo.

Porém, tamanha rivalidade soa bastante superficial quando se analisa que um não vive sem o outro. Celtic e Rangers dependem um do outro como Grêmio e Inter.

Por estarem localizados na periferia econômica das suas regiões (Glasgow-Londres-Liverpool-Manchester/ Porto Alegre-São Paulo-Rio de Janeiro), somente semeando o ódio mútuo é que torna-se viável sua sobrevivência, daí o nome old firm, ou velha firma, como se de tão diferentes, os rivais fossem na verdade, uma coisa só.

Quando se vê que Grêmio e Inter dividem praticamente tudo (patrocinadores, pontos das lojas, parcerias, franquias) e que, em sentido contrário, a rivalidade dos dois clubes só faz aumentar, com um pouco de boa vontade, é possível denominar o confronto gaúcho como a old firm brasileira ou abrasileirada.

É claro que os significados nacionalistas (embora aqui possa se ver um duelo entre Brasil e Argentina no Gre-nal), religiosos, políticos que envolvem o duelo Celtic x Rangers, assim como a violência implícita contida no clássico escocês superam, ao largo, os motivos de Grêmio e Inter, o que reforça o tom de brasilidade do Gre-nal, como os carros importados do início da década de 1990 que eram "tropicalizados" para se adaptarem à realidade brasileira, ou como Beto Carneiro, o vampiro brasileiro, idealizado por Chico Anysio, que tinha medo de assombração.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sobre zagueiros e volantes


A dupla de zaga titular era Índio e Álvaro e a torcida e grande parte da mídia clamava por Sorondo e Danny Moraes.


Danny Moraes assumiu a titularidade e Álvaro foi embora para o Flamengo. E o que aconteceu ?


O jovem zagueiro passou a não jogar nada e o veterano se tornou um dos destaques do time carioca.


Danny foi para a reserva, Sorondo tornou-se titular e Fabiano Eller voltou para o Inter. Esses dois zagueiros, mais Bolívar e Índio revezavam-se nas três posições de defesa do esquema 3-5-2.


Não demorou muito para que o zagueiro uruguaio passasse a ser contestado. De "Deus da Raça" para "lento demais" em um punhado de jogos.


Álvaro, o brucutu, é aclamado no centro do país e o Flamengo arranca fulminante para dentro do G-4.


Ora. O ex-zagueiro colorado continua o mesmo, com seus defeitos e suas qualidades. Então porque no Inter não vinha bem e no Flamengo é destaque ?


Resposta: Porque no rubro-negro, Álvaro tem a sua frente Maldonado e no Inter tinha Sandro. Porque Sandro joga mais bola que o chileno, mas marca infinitas vezes menos que o sogro (ainda é ?) do Luxa.


E daí eu fico me perguntando. Quem são os cariocas ? Nós ou eles ?

Eu acredito no SACI !!


O Inter, está querendo como novo "Mascote Social" (aquele que irá representar o clube em projetos sociais) um macaco. O macaquinho parece simpático, porém, senão me engano os projetos sociais tem o intuito de agregação das pessoas e diminuição do grau de discriminação das pessoas mais carentes.

A questão é que o macaco, no âmbito do futebol, representa a idéia totalmente inversa desses valores, pois se tornou um símbolo de preconceito racial (não só aqui no Brasil, mas na Europa também).

Além do mais o mascote do Inter é o SACI, que na época, quando foi adotado, era para representar a diversidade étnica/racial do Clube do POVO.

Então, nada mais adequado de que um SACI (estilizado para o movimento social do Inter) se torne o "Mascote Social" (como está sendo denominado) do clube.

Os responsáveis, atualmente, pelo Inter, inclusive, ja retiraram a figura do SACI do site oficial do clube. Será que esse macaquinho simpático não é apenas o começo para a mudança oficial de mascote?? Para quem já encheu o escudo de estrelas e coroas e ramos, é de duvidar que algo assim aconteça ?

Eu não sei vocês, mas eu Acredito no SACI !


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Especial Gre-nal I


Essa semana o assunto não poderia ser outro, senão o Gre-nal do próximo final de semana.


Pelo que se lê por aí, o Gre-nal está esvaziado pelo desânimo das torcidas, mas a verdade é que o clássico definirá a vida dos dois times.


Se o Inter vencer, vai brigar pelo título, se perder vai brigar para se manter no G-4, e olhe lá.


Mas o Inter contará com o reforço de Giuliano, e Alan Kardec pode estrear, entrando no segundo tempo e, quem sabe, marcando um "gol espírita" contra o tricolor gaúcho.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O Inter é um dos maiores "fornecedores" da Seleção - Parte II


Analisando-se com maior profundidade os nomes da lista, temos o que segue para Inter, Flamengo e São Paulo:


Inter: Lúcio, Sandro, Nilmar e Pato.


Flamengo: Júlio César, Juan, Felipe Melo, Adriano.


São Paulo: Kaká, Júlio Batista, Fábio Aurélio e Diego Tardelli.


Os jogadores assinalados em negrito são aqueles que possuem uma condição melhor de efetivamente estarem na Copa.


Nesse sentido, observa-se que o clube que, de fato, mais contribuí para a Seleção é o Flamengo, já que praticamente todos os atletas atualmente chamados deverão estar na África no ano que vem, enquanto que, por parte do Internacional, Sandro corre por fora e Pato parece ter desperdiçado suas chances.


Ainda assim, é louvável que o Inter esteja com tamanha presença na Seleção Brasileira, mostrando que o celeiro de ases voltou a funcionar após um bom tempo (vide a parca participação nas copas de 2002 e 2006, onde somente Lúcio representou o Inter).

O Inter é um dos maiores "fornecedores" da Seleção - Parte I


Observando as origens de um grupo com 36 jogadores que estão credenciados para formar a delegação da Seleção Brasileira na Copa de 2010, é possível perceber que o Internacional é, juntamente com São Paulo e Flamengo, o clube que mais formou atletas em condições de servir o selecionado nacional na atualidade.


A montagem desse grupo passa pelas convocações de Dunga desde a Copa América de 2007 para cá, agregados alguns jogadores que, a despeito de jamais terem sido chamados, mantém-se com chances de convocação, como Fábio Aurélio, lateral esquerdo do Liverpool, formado pelo São Paulo.


Alguns jogadores têm suas origens em um clube mas transferiram-se ainda em idade juvenil para outras equipes, casos de Lúcio, Alex (o nosso) e Luisão. Cada caso foi avaliado separadamente e como Lúcio jogou um ano nas categorias de base do Inter, é considerado cria do Inter. O mesmo ocorreu com Luisão, formado por Juventus-SP e Cruzeiro.


Já Alex veio do Guarani diretamente para os profissionais do Inter. Por esse motivo, é considerado cria do bugre campinero.


Eis a lista, com os nomes e os clubes formadores:


Goleiros:

Júlio César (Flamengo)

Victor (Paulista de Jundiaí)

Gomes (Cruzeiro)

Doni (Botafogo-SP)


Zagueiros:

Lúcio (Guará-DF / Internacional)

Juan (Flamengo)

Luizão (Juventus-SP / Cruzeiro)

Miranda (Coritiba)

Naldo (RS Futebol)

Thiago Silva (RS Futebol)


Lateral-Direita:

Daniel Alves (Bahia)

Maicon (Criciúma)


Lateral-esquerda:

André Santos (Figueirense)

Filipe Luís (Figueirense)

Kléber (Corinthians)

Fábio Aurélio (São Paulo)


Meio-campo:

Gilberto Silva (América-MG)

Kaká (São Paulo)

Elano (Guarani)

Ramires (Cruzeiro)

Lucas (Grêmio)

Josué (Goiás)

Sandro (Internacional)

Diego Souza (Fluminense)

Alex Raphael (Guarani / Internacional)

Felipe Melo (Flamengo)

Diego (Santos)

Júlio Batista (São Paulo)

Anderson (Grêmio)

Kleberson (Atlético-PR)


Atacantes:

Adriano (Flamengo)

Nilmar (Internacional)

Robinho (Santos)

Luís Fabiano (Ponte Preta)

Pato (Internacional)
Diego Tardelli (São Paulo)

Em resumo, Inter, Flamengo e São Paulo participam com quatro nomes cada, enquanto o Cruzeiro possuí três e Grêmio, Guarani, RS Futebol, Santos e Figueirense entram com dois cada.


É justo utilizar Financiamento Público ?


No blog do Wianey tá rolando uma discussão sobre o financiamento público para as reformas do Beira-Rio.


As obras do Beira-Rio visando a copa de 2014 devem ser vistas como um estímulo econômico, pois gerará investimentos, empregos e mais renda.


Da mesma maneira que o Governo isenta a GM do pagamento de alguns impostos e que a indústria calçadista vais gerar emprego no nordeste por causa da isenção fiscal, as obras do Beira-Rio servirão à cidade e portanto, devem ter tratamento especial. Dada sua grandeza.


É diferente de um gasto privado, como uma reforma na casa de um indivíduo, pois o montante investido não exige um tratamento diferenciado dos governantes.


Vale o mesmo para a Arena do Grêmio.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Danny na ala ?


Notícias de que Danny foi testado na ala-direita........


Danny pode jogar de zagueiro e de volante, mas de ala ?


Assim como Andrezinho, Danny não tem velocidade nem o cacoete da posição.


Até mesmo Glaydson poderia ser testado nessa posição, em um caso emergencial como o de agora, mas a questão é:


Sem um ala pelo lado direito, não seria o caso de alterar o esquema ? Voltar para o velho e bom 4-4-2 ?


Me parece mais um invencionice de Mário Sérgio....

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Eliminatórias Européias


Se por aqui as Eliminatórias para a Copa de 2010 geram grande agito com o confronto entre Uruguai e Argentina, na Europa, a repescagem promete pegar fogo.


Croácia e Suécia já dançaram e apenas quatro equipes sobram dentre Portugal, França, Rússia, Ucrânia, Grécia, Irlanda, Bósnia e Eslovênia ou Eslováquia ou Rep. Tcheca.


Todas essas seleções têm alguma tradição no futebol e o trio Portugal, França e Rússia corre sério risco, pois nunca foi fácil vencer Grécia ou Irlanda, por exemplo.


Vale lembrar que, em 2002, a Holanda foi desclassificada pela Irlanda e a Itália suou sangue no último final de semana para classificar-se contra essa mesma equipe.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cuidado com eles


Sim. É isso mesmo.


A inoperância do Inter adicionada ao crescimento do Flamengo e......


O Inter pode perder a vaga para a Libertadores para o Flamengo.


Por esse motivo, talvez seja mais importante que o Palmeiras vença na próxima rodada, mesmo que isso signifique um adeus definitivo ao título.


Pois se não temos condições de vencer o campeonato, que pelo menos fiquemos com a vaga no torneio continental.

Desespero


Leio na Internet que o São Paulo tem como meta vencer todos os jogos a partir de agora para chegar à pontuação que conquistou no triênio 2006-2007-2008: Desespero.


O Inter, a cada momento que se lê alguma coisa sobre o clube (treinos desmarcados, jogadores mal-escalados, trocas de técnicos pra lá de esquisitas....), a cada mal resultado dentro de casa, naquela tão temida casa de outrora, o mesmo vem a mente da torcida: Desespero.


Cruzeiro e Flamengo fazem ótima campanha no returno, mas a péssima performance da primeira metade do campeonato pode custar os últimos pontos necessários para a conquista de uma vaga na Libertadores: Desespero.


O Palmeiras leva três do Náutico e a torcida enlouquece com Marcão, que até traz boas memórias à torcida colorada quando esta vê Marcelo Cordeiro em campo. Desespero.


O Grêmio manda embora Roth e traz Paulo Autuori e o time fica pior. Desespero.


O Atlético Mineiro só tem a agradecer a Celso Roth. Desespero.


O Goiás perde para o Botafogo e empata com o Sport, no Serra Dourada. Desespero.


Esse é, definitivamente, um campeonato desesperador. Para todos. Não há torcida que não sofra. Não há torcedor que não se desespere com a situação do seu clube.


De tão ruim o campeonato até que é bom.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eles mandam. Aqui eles mandam


Utilizei esse espaço há alguns meses atrás, mal comparando Alex Fergusson e Tite.


O escocês é um grande treinador, está Manchester United desde o final da década de 1980 e sempre ganhou a disputa com seus jogadores. Sempre se impôs.


E não é pouca coisa. Beckham, Tevez, Cristiano Ronaldo, Nistelrooy, entre outros, bateram de frente com o treinador e..... acabaram negociados, saíram do clube.


O Manchester utilizou o talento desses craques, ganhou títulos, e muitos, e depois vendeu-os por milhões para Real Madris da vida.


Mas o que importa nesse case, é que nem o Spice Boy, nem Cristiano Ronaldo, o atual melhor jogador do mundo, ousaram fazer corpo mole para tentar derrubar Fergusson. Eles sabem quem manda lá.


Já pros lados do Beira-Rio, a direção bem que tentou. Escanteou D´Alessandro, deu uma dura no Magrão, rescindiu com Álvaro..... enfim, segurou no osso e transmitiu a mensagem de que quem mandava no vestiário era Tite.


Tá certo que Tite, nem na Inglaterra chegaria perto de ser um Alex Fergusson mas "água mole em pedra dura.....". Como não há a cultura do Manchester United por aqui, Tite não resistiu e os jogadores mostraram que mandam.


Agora, já com Mário Sérgio, D´Alessandro "voltou a sorrir", Sorondo admite que estava descontente com a reserva, Píffero afirma em uma entrevista para uma rádio de Porto Alegre, que Fernandão em 2008, Alex e Magrão em 2009, praticamente exigiram suas vendas.


É..... por aqui eles mandam.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Tempo Perdido


As possibilidades de título brasileiro escorreram pelas mãos coloradas nesse ano e o Palmeiras mostrou no fim de semana que será o Campeão, com justiça.


A continuidade do sistema de pontos corridos escancara o poder econômico do Estado de São Paulo e liga um alerta para Grêmio e Inter. Os dois principais clubes do sul do país correm contra o tempo para se firmar entre os grandes do Brasil para as próximas décadas.


Explico melhor. Com o título do Palmeiras e a possível segunda colocação para o São Paulo, estes dois poderosos clubes do centro do país mostram que, juntamente com o Corinthians, dominarão os títulos brasileiros dos próximos anos, a exemplo do que acontece na Inglaterra (Man. United, Arsenal, Liverpool e Chelsea), na Itália (Milan, Inter e Juventus), na Espanha (Barcelona e Real Madrid) e demais países europeus.


Portanto, os três paulistas têm tudo para se tornarem o trio de ferro brasileiro (a exemplo da Itália). Cabe a Inter, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo mais uma ou duas vagas nesse rol, ou talvez, nos tornemos apenas clubes periféricos, que ganham títulos eventualmente, como um Valência na Espanha ou uma Roma na Itália.


O efeito no longo prazo de tamanha diferença começa a ser observado no orçamento dos clubes e, com o tempo, é possível que não exista possibilidade de se lutar em igualdade de condições contra esse trio de ferro. De certa forma, isso já ocorre (vide os casos de Miranda, Dagoberto, J. Wagner, jogadores 'abduzidos' pelo poder financeiro do São Paulo).


Uma das metas de Fernando Carvalho, ao assumir o clube em 2002 era de torná-lo o maior da América. Para que isso ocorra, faz-se obrigatório que o Inter esteja todos os anos na Libertadores(se posicione entre os quatro primeiros do Brasileiro, sempre) e que, ao menos duas vezes por década, conquiste o título do Certame Nacional.


O Internacional, ao se organizar mais rápido que a maioria dos clubes brasileiros, atingiu uma privilegiada condição financeira, capaz de manter-se entre os maiores investimentos em futebol do país. No entanto, os resultados têm ficado abaixo da expectativa e os demais clubes já começam a se adequar a realidade, diminuindo paulatinamente a diferença, em termos de organização, para o colorado.


Portanto, o triênio 2007-2008-2009 está se mostrando um tempo perdido para o Inter, que ao não saber se aproveitar de sua melhor condição financeira, perde competitividade para os clubes do centro do país.


Nesse sentido, conquistar uma vaga na Copa Libertadores de 2010 é uma questão de urgência para o Inter, visando não apenas o ano que vem, mas a próxima década do clube.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Afundou...joga a bóia!!



Bom, o filme se repetiu ontem em Curitiba, time inofensivo, sem coordenação defensiva, ofensiva e qualquer outra coordenação que possa ter um time, o Inter não teve...foi a morte de uma crônica anunciada.

Muitos culpados podemos apontar...

A direção por vender jogadores importantes e não alterar a comissão técnica quando teve a chance, por se achar mais 'inteligente' que todos, agora estão apavorados e com os rabinhos entre as pernas, bom agora é meio tarde pra isso, mas...antes tarde do que nunca.

O treinador também tem sua parcela nessa 'nháca' toda que virou o time do Internacional, se tornou time medíocre, sem objetividade, se ordem alguma dentro de campo (e pelo visto fora de campo também), não há jogadas ensaidas, não há ousadia, substituições equivocadas, escalações equivocadas, falta de comando dentro do vestiário, idéias equivocadas de futebol...bom de tudo um pouco.

Os jogadores, tem culpa? Aqui, nesse ponto tenho dúvidas, pois se o jogador é ruim é dele que não podemos esperar nada, podemos xingar e ofender a mãe dele, mas o futebol continuará ruim.
Falta de vontade não me parece ser, pois (posso estar equivocado) todos correm, tentam...mas falta ordem coletiva e isso não é culpa deles(eu acho)....então... quem traz o jogador?(direção) e quem escala? (treinador)....bom dos culpados os jogadores são os menos (nesse caso)...

Mas agora, apontar culpados (que todos nós já sabíamos/sabemos) não adianta muita coisa, já jogamos, praticamente, fora o título (a não ser que por um milagre daqueles) e estamos quase jogando a vaga na libertadores fora! Decepcionante.




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mentalidade Vencedora


Ainda não perdi completamente as esperanças de que o Inter conquiste o título do Campeonato Brasileiro, muito mais pelo que vejo no Palmeiras e no São Paulo, do que pelas atuações do próprio colorado.


Porém, é preciso ser consciente das verdadeiras chances do Internacional nessa edição do Brasileirão, excelentes para conquista de uma vaga na Libertadores, remotas quanto ao título.

Mas o que mais dói é ver que esse campeonato estava ao alcance do colorado, que não teve grandeza de assumir a condição de grande favorito e, assim como já ocorrera em 2005 e 2006, fraquejou nos momentos mais importantes.


Ok. Muitos dirão que fraquejamos mesmo em 2007 e 2008, mas o ponto no qual me refiro é a personalidade de campeão, pois nos últimos dois anos a gestão do clube não foi sequer capaz de montar um grupo para disputar o título.


Já no biênio 2005 e 2006, o clube fracassou nos momentos-chave dos campeonatos, resultando em dois vice-campeonatos, que pelas circustâncias, nos levou a debitar em terceiros nossos erros, mascarando as dificuldades do próprio clube.


Em 2005, culpamos Zveiter e Márcio Resende de Freitas, mas também temos que ter auto-crítica e enxergar que perdemos pontos preciosos contra Juventude e Coritiba, este último já rebaixado na última rodada. O time do Corinthians fez um grande esforço para perder aquele título, mas o Inter fez mais.


No anos de 2006 estávamos anestesiados pela conquista da Libertadores da América e com as perspectivas criadas pelo Mundial, mas ainda assim, disputamos o título até bem perto do seu fim e não podemos esquecer das derrotas para São Paulo e Paraná Clube, jogos decisivos em que o Inter sucumbiu.

Nesse ano, colecionamos mais jogos decisivos sem sucesso. O Cruzeiro no Beira-Rio era para assumir a liderança, e o time, apático, perdeu.

Ser derrotado pelo Palmeiras, líder do Campeonato, no Palestra Itália, pode ser considerado um resultado normal para qualquer time, menos para aquele que almeja suplantar o alvi-verde de sua posição, caso do Inter esse ano. O que se viu naquele confronto? Uma equipe que aceitou ser pressionada, até sofrer dois gols e, somente depois disso, buscou agredir o adversário.


A qualidade técnica do grupo de jogadores não se discute. Pode-se discordar quanto ao rótulo de melhor plantel do Brasil, mas não de que se trata de um dos melhores. O problema, portanto, não está no quesito técnico, está na estrutura do clube, no discurso e na mentalidade dos dirigentes, que não estão passando para a o Departamento de Futebol um espírito vencedor.